sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Agora está tão perto!

Sim! people, o meu dia de embarcar tá chegando e a saudade já começa a bater, mas em geral até que não tá sendo muito chororô e rio de lágrimas por todos os lados. Somente as pessoas que são muito próximas a mima derramam algumas lágrimas, mesmo sabendo que eu sempre vou vir visitar e que eu não estou indo para a forca. Mas deixar de acompanhar a vida das pessoas que a gente ama é muito dolorido, principalmente quando você tem uma sobrinha que te adora, avós que te amam, alguns primos muito apegados e amigos inseparáveis, pois quando você volta eles estão diferentes e até menos apegados. Saber disso dói, mas fazer o quê? Todos temos que deixar nossa família para começar sua própria família, foi um dia assim com os nossos pais e agora é a nossa vez.
Mas o que mais sentirei falta é de me sentir livre e independente, pois durante algum tempo não poderei me sentir assim em terras estrangeiras, já que eu vou precisar de ajuda para tudo, onde encontrar lojas, como pegar ônibus, e o meu maior medo, a hora de trabalhar, eu falo inglês, mas ele não é aquela perfeição, consigo me comunicar bem, mas no trabalho você tem que ser claro e entender tudo perfeitamente, para não sair fazendo besteira... Algumas pessoas podem achar isso besteira, mas eu gosto de dar 100% de mim em tudo que faço, se não for assim vou me sentir uma inútil. Claro que não se pode ser 100% sempre, mas se eu for menos do que isso, nos meus dias não lá muito bons, dias de preguiça por exemplo, porque tem hora que sempre enche o saco, eu posso chegar a 0% de empenho. Logo, eu perco meu emprego (ahahahah). Sim, eu sou neurótica.
Eu estou feliz por conhecer e finalmente reencontrar o meu amor, ele está super hiper mega feliz com a minha chegada, ele até preparou nosso quarto, só de fofo que ele é e porque ele me ama muito, acho que será o suficiente para eu não me sentir tão angustiada por deixar tudo aqui, já que estou indo para braços que são acolhedores, embora essa seja uma certeza que eu apenas terei quando por meus dois pezinhos do lado de lá.
Minha família está apreensiva e tensa, mesmo sabendo que essa não é minha ida definitiva, já que eu tenho que voltar para concluir meu curso, algo que me prende aqui com unhas e dentes, mas a cada dia que passa fica mais complicado e complexo, preciso de um tempo. Girar muitos graus e estabilizar numa direção que me satisfaça, o fato de não conhecer e nem ter ideia de como será minha vida do lado de lá, me impede de dar rumos concretos à minha vida do lado daqui. Tenho sorte pois meu marido entende, que eu não funciono no tempo das pessoas normais, eu tenho meu próprio tempo, só atravessando a fronteira entre minha imaginação e realidade é que eu vou conseguir caminhar mais concretamente, espero que minha curiosidade de conhecer o lado de lá mate essa gatinha aqui. Vai dar tudo certo, agora eu só sei, que eu não consigo mais me importar com nada....
Acho que é tudo, mas ainda há mais por vir :-)

Um comentário:

  1. Poetry, suas angustias, medo, sensacao de ter a liberdade tirada, acho que e normal. Todo mundo que chega aqui se sente assim, e infelizmente so tempo vai colocar a nossa vida nos trilhos. Entao nao se cobre de forma tao rude, se de um tempo, e e importante o marido apoiar nessa hora, mas acho que ele vai fazer isso com todo amor e atencao do mundo.
    Beijinhos

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