quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carteira de Motorista pra quê te quero!

Essa semana finalmente consegui dar entrada na minha carteira de motorista, já que tirei meu social security card, o que foi bem rápido, pois como tenho meu green card não foi problema, só levei o passaport e o green card para o Social Security Card Center aqui de Phoenix, você pode preencher o requerimento online nesse site aqui e seguir as instruções, em alguns casos você tem que enviar os documentos pelo correio mesmo e esperar receber o cartão em casa, que na verdade é só um pedacinho de papel, que coisa mais triste, para algo que é tão importante para os americanos, vir impresso em pedaço de papel cartão, tão fácil de rasgar, perder, mas vai entender.
Com meus documentos, SSN e Green Card fui ao escritório do MVD (Motor Vehicle Division), esperei séculos na fila, pois dessa vez fui à tarde e não pela manhã. Logo na chegada você recebe um formulário para preencher, faz logo o exame de vista e recebe a senha, espera ela ser chamada no guichê para conferir os documentos e pagar a taxa de $10,00 (dez), depois tira a foto e vai logo pra sala de teste escrito, e foi bem aí que eu não passei (sad), pois podia errar 6 e eu errei 7, algumas eu errei por causa do inglês e falta de atenção e outras porque fiquei na dúvida e marquei a errada, que droga! Odeio ficar em dúvida.
O interessante é que eu tenho três chances de fazer a prova escrita e poderia voltar no dia seguinte, não teria que esperar 15 dias como é no Brasil, e se eu entendi direito, se eu tivesse passado eu poderia ter feito o teste prático no mesmo dia! Já que eu não tenho 16 anos.
Mas o comum é: se você passa na prova escrita, você recebe a permissão para aprender a dirigir, e com essa permissão qualquer pessoa com carteira pode te ensinar, que nem nos filmes os pais ensinando os filhos, mas se você não tem quem te ensine, aí você pode procurar uma auto escola. Depois você volta no MVD com a declaração que você cumpriu 30h de prática, tem que ser assinada pela pessoa que te ensinou.
Enfim, eu já tenho uma carteira de motorista do Brasil e ela é válida aqui, mas como não sou turista eu tenho que tirar a carteira daqui, eu dirigi algumas vezes e como dirigir aqui é fácil, com as ruas planejadas e bem sinalizadas, no começo estranhei a sinalização, mas agora já me acostumei, além do fato de praticamente todo mundo ter carro automático, o que torna a vida de qualquer um, até dos mais nervosos como eu, mais fácil.
Tirar a carteira aqui é mais barato do que no Brasil, porque aqui é considerado um direito dos americanos de ter carteira, assim como ter identidade, então é menos burocrático, você estuda as leis e sabendo as leis você pode aprender a dirigir o carro e adequá-lo as leis, no Brasil é obrigatório fazer o curso de legislação antes porque senão ninguém lia as leis, isso é fato. Aqui é tudo ao pé da letra, as infrações são cobradas e são caras, aí o povo fica mais cauteloso, só dirigindo o seu próprio carro, já que seguro é obrigatório e se um amigo teu comete uma infração com teu carro é um absurdo de caro, pois os seguros não cobrem se o motorista não está listado para dirigir o veículo.
Assim que eu conseguir passar no teste, eu conto como foi :)

Um abraço.

domingo, 25 de novembro de 2012

Nascimento da filhota

Fazem dois meses que minha filha nasceu e dois meses de abandono do blog, rs. Não sabia como voltar a escrever ou o que contar, minha vida aqui é tão sem graça, estou apenas nas trocas de fralda, banhos e amamentação...
O parto foi bem demorado e cheio de ansiedade, ela estava prevista para 08 de setembro, mas veio nascer dia 21 desse mês. A família do meu esposo veio lá pelo dia 15 e ela ainda não tinha nascido, sofri uma pressão e me senti meio down porque eu não sentia nada e toda hora tinha uma piada, "ah ela tem que nascer daqui pra segunda...". Quando se está grávida, isso não é legal...
A coisa boa é que minha sogra pôde ficar para o parto, eu estava em pânico de não ter ninguém comigo, além do marido e da minha cunhada, mas sou mais amiga da minha sogra, que é uma pessoa maravilhosa. Foram três dias de trabalho de parto, com contrações, mas sem dilatação, eu ia no hospital e voltava, e a minha equipe comigo (meu marido, minha sogra e cunhada), até que no terceiro dia eu estava com quatro centímetros e fiquei no hospital.
Eu e meu marido queríamos o parto humanizado, sem intervenções médicas, mas não foi o que aconteceu, no terceiro dia eu estava com muitas dores e sem dilatação o dia todo no hospital, a nossa enfermeira (midwife) nos aconselhou a estourar a bolsa para acelerar o parto, eu morrendo de medo aceitei, consegui suportar as contrações, caminhei no hospital, fazia força e a noite veio e nada de dilatação. Eu comecei a ficar com medo da minha filha pegar uma infecção. Quando a enfermeira disse: "continua sem dilatação", eu me desesperei, estava com muita dor e pedi pra fazer uma cesariana, mas ela, muito sabiamente, disse que não era preciso, que ainda havia uma alternativa, ela iria me dar a epidural e um hormônio que iria aumentar minhas contrações.
Não sei como conseguí me segurar parada para receber a epidural, eu estava sentindo muitas contrações, mas depois que recebi, não senti mais nada e pude descansar. Na madrugada do dia 21, ela nasceu, grande e saudável. Agora a gente passa os dias juntas, eu me apaixonando cada vez mais por ela.