domingo, 24 de novembro de 2013

Saudades de casa.

Quando chega o final do ano, não tenho como evitar o sentimento, que cresce dentro de mim, de saudade da família, eu sei que acabei de voltar do Brasil, mas as festas de fim de ano significam mais quando você está do lado dos parentes.
Por sempre ter sido assim, durante toda a minha vida, ainda é difícil me acostumar com a vida adulta e de que eu tenho uma família, mas mesmo assim, não deixo de pensar que se estivesse no Brasil com minha família o Natal sempre permaneceria igual pois iria passar com as minhas irmãs e minha mãe, minha sobrinha, quando você mora na mesma cidade que seus pais ou pelo menos no mesmo estado é invevitável a reunião de todos, ou pelo menos de grande parte, no Natal, onde você possivelmente vai conhecer o noivo da sua prima ou quem será a próxima criança a nascer, tipo que você se atualiza como está o crescimento da família.
Aqui o Natal é meio deserto, as pessoas mais importantes para o meu marido já faleceram, o pai adotivo mora no Havaí, a avó em Chicago, a irmã em Los Angeles, ou seja, bem difícil de conseguir reunir e mesmo que haja o encontro sempre parece que não me encaixo, falta o calor do Brasil.
Novembro não foi um mês muito legal para mim, ainda bem que está acabando, e a saudade da família aumentou ainda mais depois que eu recebi a visita de um amigo meu, que por coincidência do destino, tem o treinamento dele da empresa aqui em Phoenix, mas o dias passaram muito rápido, embora tenha conseguido mandar as pequenas lembrancinhas de Natal para a minha família mais próxima, quando ele foi embora fiquei com vontade de ir na mala rsrs.
A vida aqui não é um mar de rosas, mas estou tentando, ainda não joguei a toalha, apesar de ter recebido um recorde de NÃO's enquanto procurava um trabalho melhor do que freelancer como professora de português, que by the way, não vai muito bem pois não tenho nenhum aluno.
Eu não sou obrigada a ter um emprego, mas é muito ruim ser sustentada pelo marido, já que toda minha vida foi baseada em ter uma educação onde eu pudesse me sustentar, mas a vida prega peças na gente, não sei o que o futuro me reserva, mas pelo menos Dezembro vai começar muito bem, já que minha prima que mora em NY vem me visitar logo no começo.
Espero que isso seja um bom presságio para 2014, já que 2013 foi um ano de muito esforço, mas nada de conquistas.
Até a próxima!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Postagem que a gente nunca espera ter que escrever

Estar longe da família e dos amigos é muito difícil, principalmente quando a gente não pode estar junto quando algo inesperado acontece.
Esses dias tenho andado muito triste, percebi que não era uma tristeza comum, era o tipo de sentimento que sempre senti quando estava prestes a receber alguma notícia muito ruim e como sempre ela veio...
Ontem, liguei meu celular pela manhã e recebo a mensagem da minha mãe, numa frase simples: "Oi minha filha, mamãe morreu". Simples assim, curta assim, demorei um tempo para pensar e processar o que tinha lido e não quis acreditar, a gente nunca está preparado.
A minha avó querida, minha segunda mãe, tinha falecido e eu não estava lá para o velório, para dar um último adeus, foi tudo muito rápido, recebi a mensagem e tentei falar com todo mundo, e todo mundo já tava no velório, não teve hospital, não teve IEML, à meia noite ela se entregou aos braços de Deus, era oito horas aqui em Phoenix, e às duas da tarde já estava sendo velada e iria ser sepultada, no horário brasileiro, não daria tempo pra voar até lá, não daria tempo de dar meu último adeus.
A única coisa que pude fazer foi chorar a minha dor, lembrar da sua voz, das conversas que tivemos, das vezes que sorrimos, dos anos que passamos juntas, do momento em que ela conheceu minha filha e da minha última despedida, antes de vir para cá, hoje faz um mês que cheguei aqui, se eu tivesse ficado mais um tempo, se eu tivesse adiado tudo poderia ter dado tempo de dizer adeus à minha avozinha querida. Agora são tantos SE.
Pelos menos tive a oportunidade de dizer o quanto a amava, o quanto a queria bem e ter uma pequena lembrança dela: uma toalhinha que ela me deu, toda simplesinha e me pedindo mil desculpas por não ser algo mais valioso.
Ah! minha avó querida, tu me ensinaste tanta coisa nessa vida, me ensinou a ter bom humor, me ensinou a amar sem medida, a perdoar sem medida e a confiar em dias melhores, a senhora nunca ganhou na loteria, mas me considero uma ganhadora por ter tido a senhora na minha vida e eu vou me lembrar todos os dias: "A distância me impede de te ver, mas nunca de te amar".
Eu te amo. Agora estás ao lado Pai e agora sei que estás em paz.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Coisas chatas

Senti vontade de dasabafar e por isso pensei neste post. Hoje não foi um dia legal para mim, não por coisas ruins, mas por realmente constatar o quanto é difícil fazer amigos pelas bandas de cá.
Aqui você pode conhecer pessoas, mas dificilmente vai conectar com elas, como é o meu caso, ou pode conseguir muitos amigos se você for uma pessoa diferente de mim.
Sou muito sensível e tímida, para eu conseguir uma amizade é muito raro, pois primeiro a pessoa deve transmitir uma energia de amizade, ou empatia, para que eu consiga me aproximar delas e isso tem sido bem difícil por aqui. Apesar de ter encontrado muitos brasileiros aqui, posso dizer que só fiz duas amizades, uma mudou-se e a outra pessoa mora muito longe, não conheço ninguém possa ser "meu vizinho" e na comunidade brasileira, pelo menos aqui em Phoenix, parece que todos já tem seus grupos formados e se conhecem há muitos anos.
Hoje conheci o lado competitivo de brasileiros e brasileiros, o que foi bem chato sentir, já que venho passando por muitos estresses ultimamente, algumas pessoas podem dizer que é sorte eu ter conseguido um "emprego", que na verdade consegui é um bico, como professora de português para estrangeiros, que pode dar certo ou não, já que só verei a cor do dinheiro se eu tiver alunos e isso pode variar bastante. Fora, que existem outros disputando o mesmo espaço que eu, daí o ar de competição durante o treinamento que tive hoje. Fiquei desapontada com o fato de no final, descobrir que um dos candidatos já tinha um aluno, o que deixou o clima bem estranho na hora em que a treinadora comentou, achei desnecessário já que pesou o clima e percebi que, entre eu e os outros professores, não haveria a menor chance de amizade, primeiro porque já estão aqui há mais tempo e segundo, porque estão mais interessados no emprego e não em fazer amizade, e muito menos, ajudar alguém que acabou de chegar aqui, praticamente agora, a se acomodar e se sentir bemvinda.
Muito chato relembrar que no mundo real, as pessoas querem passar uma por cima das outras, que não existe quase nenhuma boa vontade em ajudar, como no caso do problema com minha graduação em arquitetura que não saiu, porque foi extinta e eu tentei resolver o problema com antecedência, mas fui levada a acreditar que não seria um problema, já que fui levada a pensar que por ter a carga horária, o fato de não ter feito a cadeira não seria um problema. Agora imagina receber essa notícia no dia da sua colação?! Ainda bem que eu tinha deixado uma procuração, ainda bem que eu não estava lá de beca, cabelo arrumado e unhas feitas, para na hora da formatura, descobrir que depois de ter lutado tanto, batalhado tanto, deu tudo errado.
Eu tenho batalhado tanto para construir uma vida, que em dias como hoje, me fazem realizar e perceber que sou uma LOOSER e esse sentimento dói, e dói ainda mais em dias assim, que você percebe que o mundo realmente está aí para dar na sua cara. Uma vez quase chorei na secretaria de educação por encontrar pessoas que realmente queriam te ajudar, bem ali na repartição pública. Nesse dia a famosa frase: "Nem tudo está perdido". Veio à minha mente.
Eu sei que problemas vem e vão, a vida é assim. Espero que apesar de toda essa luta, esteja a minha frente uma boa oportunidade e essa eu não deixarei passar.
Boa noite a todos!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

De volta aos EUA

Como passou depressa! Já estou de volta aqui, a essa terra estranha mais uma vez.
Aconteceram tantas coisas  quando eu estava no Brasil, tantas coisas que ainda não foram resolvidas.
Estive tão atarefada estudando, mas meu desafio ainda não acabou, isso é desanimante, vamos pelos acontecimentos.
Fui para o Brasil com o objetivo de terminar meu curso de Arquitetura, já que tive que dar uma pausa para poder ter minha filha e esperar ela crescer um pouco. Concluir esta tarefa não foi fácil, principalmente quando você não tem um computador para usar, eu tenha meu computador capenga do Brasil que eu trouxe do Brasil aqui comigo, mas ele é um pouco problemático, tipo o carregador não pode ser mexido senão ele não carrega, sendo que o carregador original tinha pifado de vez, esse era o segundo, então fiz uma vaquinha com o meu emprego meia boca de intérprete remota e uma ajuda do marido e comprei um notebook novinho em folha, mas... quando cheguei no Brasil meu computador da Dell nada de funcionar direito a tela deu problema e logo o hd pifou, se bem que ele levou uma pequena queda, mas nada demais, então tive que usar o computador da minha querida irmã, mas claro que dividir não foi fácil já que ela também precisava.
A minha câmera fotográfica também deu defeito, mas para a minha surpresa quando meu marido trouxe para cá, ela voltou a funcionar perfeitamente!
Ainda bem que meu celular não quebrou, pois o anterior a ele parou de funcionar e graças ao dinheiro que juntei com a ajuda da minha mãe, consegui comprar um celular que tivesse tudo para que eu pudesse me comunicar e reportar todos os movimentos da minha filha para o meu marido, mas ele também tem uns probleminhas no carregador, esse é o Smartphone da Samsung Galaxy S2, está saindo de linha, mas até que é bonzinho.
Fora as dificuldades do computador para escrever minha mono, teve as dificuldades para a formatura, tive que deixar uma declaração para uma amiga, algo bem simples, mas até então na minha vida, nunca tinha experienciado  a desorganização que é a minha universidade, deixei a última semana para fazer isso, fiz a declaração, pedi meu histórico e no protocolo pediram que eu levasse um declaração do curso de que estava tudo ok, a declaração do meu curso consegui só na véspera da minha viagem, já que mais uma vez tive meu histórico analisado pois houve uma mudança de grades de disciplinas quando eu estava no meio do curso e tudo tinha que está ok. Eu sabia que havia um problema na correspondência das disciplinas, que isso poderia ser um problema, mas ninguém nunca me apresentou uma solução para uma das cadeiras que foram extintas e não tinham correspondência na grade nova.
Dito e feito, hoje eu deveria ter colado grau com minha procuração, e de repente eu recebo e-mail do curso dizendo que houve problema do meu histórico e que tem como ser resolvido, só terei que fazer um trabalho e eles colocarão as notas! Poxa, só agora que acharam essa solução! Todo esse tempo que sempre fui na coordenação para resolver meu problema e nada! Dá vontade de sentar e chorar. Mas enfim, vai dar tudo certo. Tem que dar certo!
Com toda essa correria na última semana, nem deu pra sentir a dor da partida, correndo pra resolver estes pepinos e no dia da partida, ainda mais um, quase perco meu voo! Eu estava com o horário que meu marido tinha me enviado, mas como ele é um caso a parte, foi inventar de checar os horários no dia de eu partir, quando conversava com ele, descobri que meu voo sairia às duas da tarde e não às cinco como eu tinha visto, por sorte estávamos online uns 50min antes do voo sair! Ou seja, tive que correr e xingar muito meu marido, sorte que moro uns 15min do aeroporto, disse tchau tão corrido, não deu tempo de chorar, mas quando lembro agora que tenho tempo, dá um aperto no coração.
Chegando aqui a correria ainda continuou, me adaptar a casa, me preparar para a visita dos meus sogros, aniversário de um ano para minha filha e uma entrevista de emprego com independent contractor.
Agora consegui sentar e descansar, minha filha tá dormindo e finalmente consertei meu laptop, estou mais sossegada e ainda tive que resolver isso quando cheguei, porque meu amado marido nem tchum pro meu computador quando chegou aqui.
Apesar de todas as coisas ruins, consegui o emprego, como vou ser uma free lancer, só vou dar aulas se a escola de línguas tiver alunos interessados em português, espero que eles tenham e finalmente, eu consiga me sustentar aqui sem depender tanto do marido, o que é muito chato! Ele não é sovina, nem nada, mas eu não me sinto bem em pedir, fazer o quê? Eu não gosto de pedir, mas se ele lembra de me dar, eu aceito de bom grado.

Por enquanto é isso pessoal, até a próxima.

 

domingo, 5 de maio de 2013

Sumida, mas ainda viva!

Dei uma sumida do blog pois muitas coisas me ocuparam, minha vinda pro Brasil e meus estudos na faculdade, desde que cheguei revendo família e amigos e estudando ao mesmo tempo, ainda mais com a minha filha, não tem sido fácil, são poucos momentos de paz.
Chegar ao Brasil foi emocionante e estranho, rever o meu país, a minha terra, depois de tanto tempo fora foi estranho, primeiro porque achei aqui tudo diferente e antiquado, depois porque pensei que eu não tinha me acostumado tanto ao modo americano de se viver.
Demorou um pouco a me acostumar com o nosso Brasil e ver que nada mudou, pelo menos na minha cidade nada evoluiu, apenas o número de buracos nas ruas e o número de engarrafamentos. Tive que reaprender tudo, reaprender onde estavam as coisas na minha casa, a como dirigir carros não-automático, me acostumar com a falta de máquinas fazendo tudo por mim. Acreditem, a gente esquece.
Mas agora que estou mais situada, que o meu país não é mais estranho, que retomei esse sentimento de pertencimento a esta terra, me sinto feliz, segura e saudável. Estar com minha família é ao mesmo tempo estressante e gratificante, gostaria que eu não tivesse que me dedicar aos estudos para me dedicar a visitar mais meus parentes, não tinha ideia de como senti falta deles.
O tempo passa depressa quando se visita a família, percebi que não tenho nada nos EUA além do marido, que não se compara ao que sinto pela minha família. A distância é fundamental para o crescimento de uma nova família, mas não se pode perder o contato total com os parentes, é como se cortassem fora suas raízes.
Aqui eu me sinto forte e ver minha filha feliz me faz sentir feliz, não sei se será assim quando voltarmos, só sei que a dor vai ser grande e a saudade será maior. Mas não quero pensr nisso agora, quero apenas curtir minha estadia aqui e ser feliz.
Tudo há de dar certo.
Assim que tiver um pouco mais de tempo, postarei mais coisas.
Abraços.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Friozinho na barriga

"Ai minha Nossa Senhora dos Pedidos Online" faça com que a minha primeira compra pela Amazon.com chegue na minha casa direitinho.
Depois de todo o drama com a minha conta bancária deu tudo certo. No dia do meu aniversário, que foi segunda, minha mãe conseguiu transferir o dinheiro para minha conta corrente e eu sacar aqui nos EUA. Como estou precisando de um celular, já que o meu acabou caindo na privada e não prestando mais, resolvi usar esse dinheiro e comprar um todo completo para mim. Comecei a pesquisar e pesquisar preços, com meu marido do lado fazendo uma cara feia, pois eu estava verificando em um só site, aí ele disse para eu procurar reviews de celulares, então eu fiz isso, passei um tempão fazendo isso, enquanto não caía o dinheiro na minha conta, já tinha até desistido de comprar, mas no dia do meu niver deu certo e eu consegui sacar o dindin. Achei um aparelho bacana, mas era o último no estoque, foi só o tempo de colocar o dinheiro na conta daqui e voltar para casa para comprar, o celular foi vendido, achei outro um pouquinho mais caro do que eu queria mas mais barato do meu sonho de consumo que é um Samsung Galaxy SIII, acabei comprando e agora checo o site de cinco em cinco minutos para saber onde meu produto está.
Estou ansiosa para receber e torcendo para que não venha com nenhum defeito né? Por que comprar algo que não presta ninguém gosta! Agora estou de plantão esperando os correios, quem sabe recebo amanhã de manhã.
A viagem para o Brasil já é semana que vem e eu também estou ansiosa para ver minha família e triste por deixar meu marido aqui, acho que já me acostumei que essa é minha família de agora em diante, o que dói mais é o fato de eu ter que passar seis meses, mas é por uma coisa nova, precisamos nos livrar dos nossos compromissos já firmados para podermos iniciar uma nova jornada. Será uma coisa boa, assim espero.
Além do mais tem a experiência de viajar pela primeira vez sozinha com um bebê e como mãe, ainda estou me acostumando a ser mãe, para mim mãe é a que me criou (ahahah), ainda me sinto tão menina... Mas é o ciclo da vida e passa voando!

Beijos para vocês meus amores :)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Feliz com as coisas boas e entendo as coisas ruins...

Estava esses dias ansiosa para a matrícula na minha universidade começar e finalmente saber o que me espera no Brasil. Estava com medo de que o horário não me favorecesse e eu nunca me formasse. Mas acabou dando tudo certo, as disciplinas que eu precisava fazer não se chocaram e parece que agora vai, mandar bala na monografia e não vacilar nas aulas.
Fiquei tão feliz quando minha irmã disse que conseguiu me matricular em tudo, fiquei pulando de alegria e estou pulando até agora.
Quando fiquei grávida decidi ficar por aqui e ter minha filha aqui, o que significou perder dois semestres e a chance de me formar, mas minha mãe tinha me dito para eu ir e terminar a faculdade, mas eu fiquei insegura quanto ao horário e o período terminava muito próximo da data do parto, o que não me possibilitava voar, no fim, resolvi ficar e quando vi o horário, que as cadeiras não batiam, fiquei muito triste e com muito medo de ter tomado a decisão errada. E também quando o horário saiu, eu já tinha "perdido" minha passagem.
Esse ano, comprei minha passagem sem saber do horário e rezando muito para que não resolvessem chocar as disciplinas, como estava acontecendo anteriormente e quando minha irmã deixou a mensagem dizendo que conseguiu me matricular em tudo, foi como se um peso saísse das minhas costas e minha aura voltasse a brilhar. Ninguém pode imaginar como esse curso me faz sentir presa, é como se eu não pudesse deixar pra lá, seguir em frente... Talvez porque sempre ouvi o quanto é importante terminar os estudos e o que se começa, não sei, só sei que vou seguir em frente e tirar essa preocupação da minha cabeça.
Não poderei estar presente na colação de grau, isso me deixa triste, mas é a vida, vou pedir colação de grau especial, já que não podemos passar mais de seis meses fora dos EUA, mas poderei encerrar esse período que tomou grande parte da minha vida.
Quando voltar sei que não vou conseguir trabalhar como arquiteta tão cedo, tenho que traduzir todos os meus documentos, ter meu currículo avaliado, talvez terei que ter mais aulas, um grande teste e muitas burocracias, parece que a burocracia não tem fim, mas vou com calma e dar um passo de cada vez. Minha filha estará maior e eu poderei achar algum trabalho de meio período para poder pagar todas essas despesas com os estudos que eu terei.
Outra coisa que está me tirando do sério esses dias, não tanto, mas o problema com a minha conta do Banco do Brasil que não me deixa fazer transferências online da poupança para a conta corrente, e toda vez é uma novela, estou com um dinheiro guardado e queria comprar um computador para levar comigo, já que meu laptop está todo louco, com problemas no carregador, não conecta a wifi quando está na bateria, fora aquelas panes, que travam tudo e eu tenho que reiniciar. Arquitetura requer uma série de programas pesados e eu preciso de um computador bom e que não vai sumir com minha monografia de uma hora para outra. Mas o dinheiro está lá, parado e eu só posso sacar se estiver na conta corrente, e toda vez é uma novela: falar com minha mãe, mamãe ir ao banco e falar com o gerente, o gerente faz a transferência. Agora a má notícia é que o gerente não está conseguindo transferir também e eu tenho que esperar, quem sabe amanhã estará na minha conta, vou ter que checar. Também se não for pra ser, tá tudo bem, não se pode ter tudo.
Estou feliz que tudo deu certo no meu curso e está tudo se encaixando para eu me formar, depois de tanto tempo esperando. Brasil me aguarde!

Um abraço a todos.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O Brasil está próximo

Fevereiro está passando rápido, março já vem chegando e com ele minha ida ao Brasil, rever família e amigos, assim espero, já que todo mundo é tão ocupado o tempo todo.
Minha filha já recebeu ambos os passaportes, tanto o brasileiro quanto o americano, as passagens já estão compradas, falta mesmo só arrumar as malas.
Esse ano da minha vida não foi nada fácil, me adaptar a outro país, me tornar mãe, aprender a tomar conta da casa (o que ainda está em progresso), fazer novos amigos, conhecer novos lugares, aprender a dirigir aqui e a seguir um mapa, coisas que parecem tão simples na nossa terra, mas que aqui eu considerei como grandes vitórias.
Acho que cresci um pouco, estou com menos medo do mundo, acho que encararia viajar para outros países numa boa. Perdi o medo de viajar pelo menos, pois percebi que quando você pesquisa sobre o lugar que quer conhecer tudo se torna mais fácil, melhor do ir sem planejar aí não tem como se perder.
Quando chegar ao Brasil vou ter uma ideia do que será meu 2013, espero que dê tudo certo para que eu consiga meu diploma, que minha família esteja em paz. Resumindo, minha ida ao Brasil vai ser sem graça mesmo, já que não estou indo de férias, serão dias monótonos de ir para a faculdade e voltar para casa, estudar e cuidar da minha filha, isso será minha vida.
Sentirei um alívio tão grande assim que tirar esse peso das minhas costas, mais um item será cortado da minha lista tarefas a cumprir e eu poderei sentir um alívio, de não ser mais uma estudante e sim, uma desempregada, como tantos no mundo! rsrsrs.
Vamos que vamos, adquirir a experiência de viajar sozinha com uma criança de colo u.u, se correr tudo bem e eu conseguir chegar em casa, conto como foi a experiência aqui.

Um abraço a todos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Meu futuro não parece nada bom :-(

Estou tentando traçar uma estratégia para minha vida futura aqui, comecei a pesquisar sobre a possibilidade de trabalhar com arquitetura aqui nos EUA e me desanimei. Fiquei bem triste mesmo.
Primeiramente, existe a licença para trabalhar aqui, que é caríssima, além da tradução de todos os meus documentos, além do fato que eles têm que fazer uma correspondência de grade curricular com a daqui e apresentar pelo menos 3 anos de experiência!
Quase chorei, são tantos papeis, são tantas coisas, tantos anos da minha vida jogados fora! Estou voltando para o Brasil para terminar meu curso e eu pergunto para mim, vale a pena? Ainda não sei a resposta, mas é muito triste ficar por aqui sem trabalhar num emprego decente, que compense toda a sua vida de estudos.
Certo que eu tenho uma filha pequena, mas ela um dia vai crescer e o que eu vou fazer com a minha vida? É algo desesperador, tudo aqui é tão caro, estudar é quase impossível. Eu sinceramente, estou perdida num caos.
Daqui há alguns dias sai os horários do meu curso, espero que eu consiga terminá-lo nesses seis meses que passarei longe daqui.
Estou triste, mas ainda não desisti de continuar no meu caminho. O que eu quero é tão trivial, não tem nada demais, somente um trabalho, casa e família e eu posso ser feliz. Tudo tem que ser do jeito mais difícil até para coisas simples como essa. Isso que dá se apaixonar por alguém que mora em outro país! Mas se bem que eu não saí por aí procurando essa vida, simplesmente aconteceu de nos encontrarmos e agora tudo é uma burocracia, papeis que não acabam mais!
Espero que o filme que eu assisti esteja certo: "tudo dá certo no final, se ainda não está dando certo é porque ainda não é o fim".

Abraços :*

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Minha Filha já é Brasileira :)

Agora que todos os meus papeis já estão resolvidos, tive que resolver os papeis da minha criança, registrá-la no Consulado Brasileiro e pegar o passaporte.
Semana passada fui ao Consulado em Los Angeles fazer isso. Mas resolvi já dá uma adiantada e mandar alguma documentação pelos correios, primeiramente, tem que se fazer a certidão de Nascimento, para tirar o passaporte. Mandei pelos correios os seguintes documentos:

* Certidão de Nascimento Americana;
* Cópia do passaporte de ambos os pais, ou identidade;
* Cópia da Certidão de Nascimento de ambos os pais;
* Cópia da Certidão de Casamento.

Tudo isso foi no Priority Mail Envelope (Flat Rate Mailing Envelope) para o consulado, detalhe: Não adianta ligar perguntando que eles receberam, porque eles não informam, você tem que checar o tracking number que o correio dá, se no site tiver dito que eles receberam, é porque receberam. Fiquei preocupada com isso, mas quando cheguei lá eles já tinham feito o rascunho da certidão para eu dar uma olhada e tinham todos os documentos que eu tinha enviado, aí sim senti um alívio. Outro detalhe é que a certidão emitida no consulado é só uma certidão provisória, você tem que levar ainda no cartório no Brasil para que eles façam o registro e uma nova certidão com selo brasileiro.
Com a Certidão na mão você pega um novo número para ser chamado e fazer o passaporte do seu filho. Sim, ambos podem ser feitos no mesmo dia, mas claro que você tem que ir no site do Consulado Brasileiro de sua região e preencher um formulário online de pedido de passaporte, o campo onde pede Certidão de Nascimento, você deixa em branco. Juntamente, com o preenchimento do formulário, você tem que preencher outro formulário de consentimento de viagem do menor e autenticar em um notary e levar junto com os seguintes documentos:

* Certidão de Nascimento do menor (eles podem tirar no próprio consulado);
*Recibo de pedido de passaporte (que é impresso depois que preenche o formulário online);
*Uma foto da criança 5x7cm;
*Cópia do passaporte dos pais ou da identidade;
*Money Order dos correios no valor de $ 80,00;
*Um envelope Flat Rate Mailing Envelope dos correios com o seu endereço e com selos para eles enviarem o passaporte para sua casa.

No caso do consulado de Los Angeles eu acabei recebendo o passaporte no mesmo dia, pois não havia nenhuma fila, ou muitas pessoas com o mesmo pedido, o que foi ótimo, pois adoro serviço rápido. Não sei como é o atendimento em outros consulados, acho que depende do número de brasileiros na região, mas a sensação é muito boa de poder ser atendida em português e assistir televisão em português enquanto a gente está esperando para ser chamado.
Agora só falta receber o passaporte americano da minha filha, e estaremos prontas para embarcar para o Brasil e visitar a família.


PS: Para receber a Certidão de Nascimento no Consulado você tem que ir pessoalmente, pois você tem que assinar os papeis. Então melhor aproveitar e pedir logo o passaporte, já que o passaporte pode ser feito pelos correios sem necessidade de ir ao consulado.

Abraço a todos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tirei minha carteira! Viva!

Depois de muitas tentativas, finalmente passei, já estava me achando uma estúpida por não conseguir fazer a baliza. Vou explicar como é o teste.
Você faz a prova escrita, se passar e der tempo você pode fazer o teste de direção no mesmo dia, isso se já souber dirigir, senão fica com o papel que eles vão te dar e começa a praticar com alguém que tem carteira, ou numa autoescola.
Eu não fiz a prova de tráfego no mesmo dia, passei um tempinho praticando, mas quando eu fui lá para fazer o teste, reprovei na baliza, você tem três chances de fazer a baliza corretamente, isso se você não bater nos cones, se você ver que vai bater, é só tirar o carro da vaga e realinhar novamente e tentar, eu estava muito nervosa e também não tinha praticado a baliza tanto assim, mas o detalhe foi, coloquei o carro na vaga, tudo certinho e quando estava na vaga eu fui realinhar, movendo o carro para a frente e para trás, que nem eu aprendi na autoescola do Brasil. Só que detalhe, não pode fazer isso, você tem que colocar na vaga em dois movimentos! Até aí tudo bem, voltei para casa e treinei.
No dia seguinte, fiz a baliza num movimento, estava tudo certo, massss eu não tinha colocado os pneus numa bendita linha amarela! A primeira instrutora não tinha me avisado desse detalhe, resultado reprovei novamente.
Na terceira vez, quinta passada, fui novamente, totalmente desmotivada, é vou só por ir, acho difícil passar, eu tinha passado horas praticando essa maldita baliza, mas não tinha muita fé que ia conseguir. Peguei uma instrutora diferente, pela cara dela pensei que ela ia reprovar mesmo, não admitir qualquer erro. Lá fui eu fazer minha baliza, com todo cuidado para não derrubar os cones, como aqui não tem limite de tempo, fui fazendo bem devagar, na primeira tentativa errei o ponto de girar o volante, a instrutora perdeu a paciência com a minha lentidão e resolveu me ajudar: "pode ir que eu te digo na hora de virar". Nem acreditei, isso é permitido? Mas enfim, ela me avisou, estava fazendo tudo certo, passei na baliza e fomos para fora do DMV, nas ruas ela apenas me mandou virar a direita muitas vezes, tinha que parar no sinal e olhar o limite de velocidade, foi uma volta no quarteirão, muito fácil, também ruas planas e carro automático ajudam bastante :-).
Fiquei feliz que eu passei, meu marido estava muito preocupado comigo dirigindo sem carteira e o meu nome não estar no seguro do carro, se acontecesse um acidente seria um custo muito auto para se pagar.
Recebi minha carteira no mesmo dia e, na mesma hora, meu marido ligou pro seguro, deu meu nome e o número da carteira. Agora estou legalizada e posso ir para todo canto, devagarzinho, mas eu chego lá.