sábado, 18 de janeiro de 2014

Eu não existo mais, só ela que existe!

Depois quer virei mãe ficou difícil de atualizar o blog, principalmente porque todo o meu tempo se consome em olhar minha filha crescer e tentar arrumar algum emprego que preste aqui nos EUA.
De procurar emprego, já desisti, pelo menos por enquanto, estava ficando muito triste e desapontada, desanimada, depressiva até, algumas vezes não depende de você, só o destino dirá, no entanto tento me contentar com os bicos de professora de prt e acredite, não paga as contas, mas te dá um trocado pro lanche, o emprego de interprete foi pro espaço, a empresa anda exigindo que você tenha telefone fixo e acredite ou não, isso não compensa, pois o dinheiro de remote interpreter não é certo e seria apenas pra pagar a conta de telefone.
Esse ano decidi que não vou me estressar, no momento vou confiar no meu marido e rezar pra que ele consiga manter o emprego dele, já que sinceramente, ele não dá valor. É um bom emprego, paga as contas e não importa se você encontre o emprego dos sonhos, sempre teremos que lidar com pessoas insuportáveis.
Os meus dias tem se resumido a olhar minha fofinha crescer e se desenvolver, não sei se estou sendo uma boa mãe ou não, mas passo meus dias entre beijos e abraços e muitos nãos. Ela é uma ótima criança e encanta todo mundo que ela conhece, quando ela está de bom humor. Adora passear, vestir minhas roupas, meus sapatos e usar óculos de sol, o que toda criança deve gostar.
Eu não existo mais, somente ela, só tenho fotos dela, das coisas que ela faz, ela é meu mundo, meu mundo pequeno, mas ela preenche com tanto amor e tanta luz, sempre fazendo arte e sempre sorrindo, já esqueci da dor do parto, da insônia, agora ela é fofa, e anda, e grita, e chora, e rir.