quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Boas Festas

Eu sei que já passou Natal, não postei nada, nenhuma mensagenzinha para dizer oi, mas como o ano ainda não terminou, ainda posso desejar Boas Festas.
O ano de 2012 realmente ficará marcado na minha memória para sempre, foram tantas experiências que nem percebi como passou rápido, o quanto vivi e ao mesmo tempo não vivi nada.
Passei muito tempo em casa, pensei muito na vida, tive minha filha, conheci alguns lugares, muita coisa melhor do que se eu tivesse passado esse ano no Brasil, tudo seria a mesma coisa, da Faculdade para a casa e vice-versa todos os dias. Senti que passei muito tempo sem fazer nada, mas quando olho para trás vejo  o quanto aprendi e cresci, as experiências ruins tratei de esquecer, tive bastante tempo para digerir.
Uma novidade que ainda não contem é que passei no teste escrito para minha carteira de habilitação, falta apenas o teste prático, consegui um emprego por aqui, mas apenas para ter experiência, pois o pagamento não dá para sustentar uma casa, e o bom disso é que posso trabalhar de casa mesmo.
Conviver com minha filha, durante esses três meses da vida dela, tem sido bastante cansativo, mas acho que estou aprendendo a ser mãe. Não é fácil, mas se você tem um suporte tudo é possível.
Me dispeço de 2012 mais crescida, mais cheia de esperança de que tudo irá dar certo, já fez um ano que estou aqui e espero que se torne cada vez mais fácil e que eu encontre mais amigos.

Boas Festas a vocês que visitam o blog e que me acompanham na minha contradição, desculpa pela escassês de posts, mas com a minha filhinha dando trabalho, fica quase impossível, mas eu nunca me esqueço desse espaço e sempre que aparece algo interessante para contar, faço questão de informar aqui.

Um Grande Abraço.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Carteira de Motorista pra quê te quero!

Essa semana finalmente consegui dar entrada na minha carteira de motorista, já que tirei meu social security card, o que foi bem rápido, pois como tenho meu green card não foi problema, só levei o passaport e o green card para o Social Security Card Center aqui de Phoenix, você pode preencher o requerimento online nesse site aqui e seguir as instruções, em alguns casos você tem que enviar os documentos pelo correio mesmo e esperar receber o cartão em casa, que na verdade é só um pedacinho de papel, que coisa mais triste, para algo que é tão importante para os americanos, vir impresso em pedaço de papel cartão, tão fácil de rasgar, perder, mas vai entender.
Com meus documentos, SSN e Green Card fui ao escritório do MVD (Motor Vehicle Division), esperei séculos na fila, pois dessa vez fui à tarde e não pela manhã. Logo na chegada você recebe um formulário para preencher, faz logo o exame de vista e recebe a senha, espera ela ser chamada no guichê para conferir os documentos e pagar a taxa de $10,00 (dez), depois tira a foto e vai logo pra sala de teste escrito, e foi bem aí que eu não passei (sad), pois podia errar 6 e eu errei 7, algumas eu errei por causa do inglês e falta de atenção e outras porque fiquei na dúvida e marquei a errada, que droga! Odeio ficar em dúvida.
O interessante é que eu tenho três chances de fazer a prova escrita e poderia voltar no dia seguinte, não teria que esperar 15 dias como é no Brasil, e se eu entendi direito, se eu tivesse passado eu poderia ter feito o teste prático no mesmo dia! Já que eu não tenho 16 anos.
Mas o comum é: se você passa na prova escrita, você recebe a permissão para aprender a dirigir, e com essa permissão qualquer pessoa com carteira pode te ensinar, que nem nos filmes os pais ensinando os filhos, mas se você não tem quem te ensine, aí você pode procurar uma auto escola. Depois você volta no MVD com a declaração que você cumpriu 30h de prática, tem que ser assinada pela pessoa que te ensinou.
Enfim, eu já tenho uma carteira de motorista do Brasil e ela é válida aqui, mas como não sou turista eu tenho que tirar a carteira daqui, eu dirigi algumas vezes e como dirigir aqui é fácil, com as ruas planejadas e bem sinalizadas, no começo estranhei a sinalização, mas agora já me acostumei, além do fato de praticamente todo mundo ter carro automático, o que torna a vida de qualquer um, até dos mais nervosos como eu, mais fácil.
Tirar a carteira aqui é mais barato do que no Brasil, porque aqui é considerado um direito dos americanos de ter carteira, assim como ter identidade, então é menos burocrático, você estuda as leis e sabendo as leis você pode aprender a dirigir o carro e adequá-lo as leis, no Brasil é obrigatório fazer o curso de legislação antes porque senão ninguém lia as leis, isso é fato. Aqui é tudo ao pé da letra, as infrações são cobradas e são caras, aí o povo fica mais cauteloso, só dirigindo o seu próprio carro, já que seguro é obrigatório e se um amigo teu comete uma infração com teu carro é um absurdo de caro, pois os seguros não cobrem se o motorista não está listado para dirigir o veículo.
Assim que eu conseguir passar no teste, eu conto como foi :)

Um abraço.

domingo, 25 de novembro de 2012

Nascimento da filhota

Fazem dois meses que minha filha nasceu e dois meses de abandono do blog, rs. Não sabia como voltar a escrever ou o que contar, minha vida aqui é tão sem graça, estou apenas nas trocas de fralda, banhos e amamentação...
O parto foi bem demorado e cheio de ansiedade, ela estava prevista para 08 de setembro, mas veio nascer dia 21 desse mês. A família do meu esposo veio lá pelo dia 15 e ela ainda não tinha nascido, sofri uma pressão e me senti meio down porque eu não sentia nada e toda hora tinha uma piada, "ah ela tem que nascer daqui pra segunda...". Quando se está grávida, isso não é legal...
A coisa boa é que minha sogra pôde ficar para o parto, eu estava em pânico de não ter ninguém comigo, além do marido e da minha cunhada, mas sou mais amiga da minha sogra, que é uma pessoa maravilhosa. Foram três dias de trabalho de parto, com contrações, mas sem dilatação, eu ia no hospital e voltava, e a minha equipe comigo (meu marido, minha sogra e cunhada), até que no terceiro dia eu estava com quatro centímetros e fiquei no hospital.
Eu e meu marido queríamos o parto humanizado, sem intervenções médicas, mas não foi o que aconteceu, no terceiro dia eu estava com muitas dores e sem dilatação o dia todo no hospital, a nossa enfermeira (midwife) nos aconselhou a estourar a bolsa para acelerar o parto, eu morrendo de medo aceitei, consegui suportar as contrações, caminhei no hospital, fazia força e a noite veio e nada de dilatação. Eu comecei a ficar com medo da minha filha pegar uma infecção. Quando a enfermeira disse: "continua sem dilatação", eu me desesperei, estava com muita dor e pedi pra fazer uma cesariana, mas ela, muito sabiamente, disse que não era preciso, que ainda havia uma alternativa, ela iria me dar a epidural e um hormônio que iria aumentar minhas contrações.
Não sei como conseguí me segurar parada para receber a epidural, eu estava sentindo muitas contrações, mas depois que recebi, não senti mais nada e pude descansar. Na madrugada do dia 21, ela nasceu, grande e saudável. Agora a gente passa os dias juntas, eu me apaixonando cada vez mais por ela.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Depois de um tempo pensando

Estou prestes a ser mãe, estou de fato há alguns passos de pegar minha filha no colo, de olhar nos olhos e sentir sua respiração, me pergunto se alguma coisa mudará em mim de fato, depois dessa experiência única que irei passar.
Começo a pensar no sentimento que minha mãe sempre nutriu por mim e que eu acho tão exagerado às vezes. Penso que nunca respeitei esse jeito de ser e sentir, que nunca fui grata o suficiente pela proteção sem nada em troca e penso que magoei minha mãe muitas vezes, por não ser capaz de entender esse sentimento materno maior do que o seu ser, agora prestes a ser mãe me pergunto, se também me sentirei triste assim, como sei que minha mãe se sentiu triste em algum momento por mim...
Uma coisa que sempre ouvi ela dizer: "Quando fores mãe, irás entender". Agora eu entendo e sinto que não a amei suficiente, que muitas vezes fui indiferente, quando de fato ela apenas queria me proteger desse mundo tão louco e incoerente, que insistimos em viver, agora eu por mim tenho o mesmo instinto, de proteger de tudo. Mas tenho que lembrar, assim como minha mãe se lembrou, a gente cria os filhos para o mundo.
Uma hora terei que deixar, essa minha pequena voar e posso dizer que me aterroriza, mas temos que libertar nossos pássaros, para que mesmo indo, acabem vindo de volta ao lar.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Gravidinha

Tenho andado muito ocupada com as coisas de grávida por esses tempos, e nunca parei para vir e postar algo sobre isso no blog, a verdade é que nem eu sei como tocar no assunto e o que seria importante comentar. Nunca pensei que um dia seria mãe, muito menos que estaria aqui casada e vivendo nos Estados Unidos. O destino prega mesmo peças.

Eu fiquei grávida assim que pus os pés aqui, praticamente, mas por pura coincidência, não estávamos planejando nada, mas sabíamos que não queríamos ter filhos logo, já que eu ainda tenho assuntos inacabados no Brasil, preciso terminar minha faculdade, está faltando apenas um semestre, eu poderia ter ido, mas decidi ter o bebê aqui primeiro e depois voltar, pois o processo de registrar a criança seria mais simples.

Se você não está planejando uma gravidez, não é fácil receber a notícia, principalmente já tendo toda a sua vida organizada na sua cabeça, é como ver o mundo ruir, mas não é o fim do mundo, mas nos primeiros dias de reação da notícia eu me senti perdida e desamparada. Não tenho minha família próxima, tenho um curso pra terminar e fora o fato de nunca ter sido preparada para ser mãe, é uma responsabilidade enorme. Os enjoos começaram e foi pior ainda, não conseguia comer nada, tudo me fazia vomitar, não podia ir em restaurantes, não conseguia fazer comida em casa, praticamente eu pensei que era o fim, só não foi graças as frutas que eu conseguia comer. O marido sem entender, tentava se esforçar, tivemos que nos mudar duas vezes, mas agora achamos nosso lugar, não foi fácil.

Fora as nossas preocupações de como sustentaríamos nossa filha, já que o salário mal dava pra nós dois, mas como Deus sabe todas as coisas, vencemos todos esses obstáculos, eu sei que teremos muitos outros, mas pelo menos tudo está se encaixando, temos uma casa pra morar, meu marido conseguiu um emprego melhor, agora podemos respirar em paz, eu posso ficar sem trabalhar para cuidar da minha filha, se eu quiser, mas eu volto pro Brasil pra terminar meu curso, nunca se sabe o dia de amanhã e futuramente quero ter uma profissão aqui, pois sei que minha filha não será um bebê eternamente.

Agora estou na reta final da minha gravidez, prestes a recebê-la em meus braços, o nervosismo bate e fora todo o tempo que eu passei perdida sobre como conseguir arrumar tudo por aqui. Eu não pesquisei muita coisa sobre ser mãe, não quis deixar esse assunto me enlouquecer, me senti mais perdida em saber o que comprar e o que não comprar, pois âs vezes gastamos muito dinheiro com coisas desnecessárias, não me enchi compras, vou vendo de acordo com a necessidade, mas pelo menos o básico eu já tenho e isso me tranquiliza.

Me desejem sorte nessa minha reta final, depois eu descrevo mais coisas que eu tive que descobrir, como mamãe de primeira viagem :-).

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Resultado do post anterior

Não consegui tirar a carteira, mas por distração, dá pra tirar uma drive license mas ela será temporária, pois para ser permanente tem que ter o número do seguro social.
Enfim, achei melhor dá entrada logo nisso, pois também vou precisar desse número para colocar no plano de saúde.
Para dar entrada é só ir no site do social security, eu pesquisei no google mesmo, e lá tem as informações e o formulário para você preencher, aí é só enviar para o endereço que corresponde a sua localidade, junto com os documentos que eles pedem. Outra pessoa pode fazer por você, basta indicar no formulário.

Um abraço

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Driver's License

Eu que pensava que não ia ter assunto tão cedo, eis que me engano. Ontem meu marido foi registrar o carro e eu aproveitei a carona para aplicar para a carteira de motorista daqui, pense num drama.
Primeiro eu paguei uns micos preenchendo o formulário, mas deixa pra lá. Para dar entrada na carteira você deve ir ao MVD (Motor Vehicle Division) de sua cidade, ou pode começar a aplicação online, aqui no arizona o site é www.azdot.gov/mvd. Qualquer dúvida você pode procurar no google onde fica o da sua cidade.
Chegando nesse departamento, tem uma pré checagem de documentos, que você precisa levar, mas não se assuste você vai precisar só de dois, um da lista primária e outro da lista secundária, no caso apresentei meu green card e o meu cartão do plano de saúde. Nesse momento eles te dão uma senha e você espera ser chamada, eles tiram sua foto e depois você vai em outro guichê onde alguém vai coletar os seus dados e pagar uma taxa de $25,00 e pronto. Você faz o teste escrito no mesmo dia se você quiser, pois você pode baixar a apostila com as leis no site do MVD e estudar em casa, como eu fiz e se você passar na prova escrita, eles te dão uma permissão para dirigir, mas isso não é a carteira, é só uma autorização que você usa para poder treinar dirigindo o carro, que nem acontece no Brasil, só que a diferença aqui é que qualquer pessoa que já tenha carteira pode te ensinar, mas se você quiser pode procurar uma Driver School. A prova é feita no seu próprio carro depois de 30h de prática dirigindo, mas tem que pedir pra pessoa que te ensinou fazer uma declaração atestando que você tem essas 30h, aí eles te liberam para fazer o teste e se você passar, recebe a carteira no mesmo dia.
Agora o que aconteceu comigo, eu não consegui tirar minha permissão, porque quando eu cheguei no guichê para apresentar meus dados, eu não tinha o número do meu seguro social aqui dos EUA, só que quando eu cheguei em casa eu fui pesquisar com dar entrada nele e nas informações eu vi que você não precisa de um seguro social pra tirar carteira de motorista aqui. Eu dei um print do arquivo. Além de não ser campo obrigatório no formulário online.






Amanhã vou tentar tirar novamente, pois meu marido não conseguiu registrar o carro, pois o sistema estava fora do ar.
O que causou minha confusão foi, eu pensei que o número que vem no meu green card fosse meu seguro social e que seguro social e permissão para trabalhar fossem a mesma coisa, mas vejo que me enganei redondamente, eu posso trabalhar com meu green card, mas preciso do seguro social pra coletar impostos, pois ele funciona como o cpf do Brasil.
Como eu não estou trabalhando porque eu estou grávida, eu não pretendo dá entrada no meu seguro social ainda, caso eu consiga um emprego eu aplico, mas eu estou cansada de burocracia, talvez eu precise para dar entrada no meu green card permanente.
Enfim, isso é um saco. Se eu conseguir, eu passo aqui pra contar pra vocês.


Um abraço.