Aqui terminaram as eleições de meio termo, aonde a gente votava para governadores, juízes das cortes de casa estado, representantes estaduais, senadores e deputados federais. E para a surpresa de todos, a escolha de maioria democrática.
Realmente eu já tinha perdido a esperança, pelo menos deu uma melhorada na energia que estava circulando. Eu sentia que o país estava perdido, vendo todas as notícias que chegavam até mim, dia após dia, bem negativas. As poucas políticas públicas que existem aqui sendo minadas. Principalmente para as pessoas mais vulneráveis da sociedade: idosos, crianças com. deficiência e pessoas de baixa renda. O aumento da população de rua, e praticamente, as deportações de pessoas sem o devido processo, e nem quero falar dos abusos do campo de concentração que foram construídos. Não tinha como me sentir segura. Pelo menos no início do próximo ano, teremos pessoas que vão conseguir colocar um fim nesse desgoverno.
E que decepção com os republicanos, eles poderiam ter colocado um freio em todas as políticas que somente ameaçaram a diplomacia do país. Ou simplesmente, sensatez e lucidez mesmo. Mas como tudo na vida tem um propósito, as pessoas que usaram o pobre senhor laranja senil, ficaram mais ricas. Inflando o ego dele conseguiram passe livre para pintar e bordar no país. Ainda mais com as várias fake news que saíam a cada momento, inflando ainda mais a raiva das pessoas com desinformação.
Pessoas têm que ser lembradas todo o tempo do passado que não viveram, para a gente conseguir parar com essa quantidade de ladainha solta por aí. Nessa vida estamos todos aprendendo o tempo todo, não tem como fugir. Repensar sobre si mesmo, autoavaliação crítica do que aprendemos com nossos erros.
Tudo cai de volta no ego das pessoas, a gente tem que entender isso. Das coisas que eu me sinto orgulhosa é de ter amigos que conseguem ver além do seu próprio umbigo. Mas tá faltando discernimento. Pessoas que disseminam o ódio não devem ser ouvidas. Também temos que parar de nos sentir atacados quando alguém tem um pensamento diferente do nosso, quando esse pensamento se origina de outra vivência. Tem que se falar as coisas, fazer perguntas reflexivas mesmo e deixar as pessoas um tempo para pensar sobre elas. E também ter a plena consciência sentar com o incômodo e pensar sobre ele. O máximo que pode acontecer é mudar uma ideia, ou aumentar a convicção que temos da nossa visão de mundo. E o mais importante: ninguém vai concordar com tudo o que a outra pessoa pensa, e tá tudo bem. Sempre chega um momento que o pensamento que temos vai se separar dos demais.
Segundo minha própria experiência, através das coisas que eu vi e ouvi, consegui deduzir que temos que começar realizando as coisas que todas as pessoas concordam, pois na política as decisões têm. que beneficiar a população, não somente o nós mesmos. Existe o que é nosso e o que contribuímos para sociedade viver bem. E todos contribuímos com algo. E todos temos que saber disso, os trabalhos de base devem ser vistos com a mesma importância do que aqueles que são considerados de elite. Acho que o primeiro passo pode ser admirar as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas têm.
Pelos menos agora temos um governo mais diverso, com representantes de diversas esferas da sociedade, resta saber qual será o resultado, pois tudo é um teste ensaio e erro. Todos somos pessoas e merecemos ser vistos e ouvidos na sociedade. É bom poder voltar a sonhar de novo. Tenho um pouquinho mais de esperança que será melhor. Mesmo assim, teremos que continuar cobrando e falando sobre o que deve ser melhorado, sobre o que realmente queremos da sociedade. Eu só espero que não voltemos para esse discurso de ódio a tudo, e sim aonde esse força possa ser usada para promover justiça e construir uma vida melhor para todos.