segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Deveria dormir mas...

Minha cabeça que não para de fazer planejamento de coisas que não tem fim. Quão grande deve ser o castigo? Nisso que eu tô pensando agora. Consegui bloquear o telefone dela para conseguir mandar mensagem só para os pais. E bloquear todos os outros aplicativos. Estava pensando em cancelar a celebração do aniversário do jeito que ela tinha imaginado. E fazer só um bolinho aqui em casa mesmo. Ou posso deixar ela sem telefone até o aniversário dela. 

Esses guris têm tantos grupos e fofocam tanto! Que fica difícil deixar que os boatos cresçam ainda mais. Na minha época não era tão rápido assim, porque não dava pra falar no telefone principal da casa as coisas sensíveis, eu tinha que esperar chegar na escola ou ir até a casa da pessoa pra saber. Mas como eu era só escola, casa e igreja, era difícil eu visitar alguém. Assim que restava a escola e a igreja, mesmo morando no interior eu não podia pôr meus pés na praça, sem ser com algum adulto responsável. Na época eu achava o "ó", mas agora que sou mãe eu entendo, que era mesmo necessário.

Com todos esses casos de pedofilia e tráfico de crianças, eu me lembrei que quando eu era criança tinha um carro preto que passava levando crianças na minha cidade, como eu era pequena na época, eu pensava que era só uma história pra gente obedecer e ficar quieto. Agora que consigo refletir sobre isso, com certeza isso aconteceu e era verdade. E me faz pensar que inclusive a história do "homem do saco". Hoje a gente tem a informação mesmo, ao invés das lendas criadas, pois quem conta um conto aumenta um ponto, justamente como aconteceu com o drama da 8a série. O tempo realmente voa.

Se eu já era medrosa, apesar de fazer as coisas com medo mesmo, agora eu fiquei mais. Apesar de ter parado do outro lado do mundo, posso afirmar que fiz jus ao apelido de louca e bruxa. Nem sei se minhas atitudes eram mesmo tão revolucionárias assim. Eu só queria alcançar uma espécie de equilíbrio, eu acho. Ou só ser compreendida. O senso de justiça ainda tenho, e acho que não mudei tanto assim. Mesmo com meu jeito de ser, consegui sobreviver muita coisa. Acho que minha filha vai conseguir também. Tenho que ter fé. Acho que de tudo o que eu pensei, vou só ensinar a oração de São Francisco pra ela. Isso eu consigo fazer, é simples o suficiente.

domingo, 6 de setembro de 2026

Insônia de Sempre

 Mais uma vez sem conseguir dormir, pensando nas voltas que o mundo dá. Quando uma pessoa decide ter filhos, ela deve entender plenamente, e realmente, que o trabalho nunca acaba e a adolescência nunca nos abandonará. Todos os conflitos de escola, acordar cedo, as tarefas e as tretas voltam pra você. Só que agora em outra posição: conselheiro. E agora? Temos que aconselhar alguém que não vai te escutar e vai fazer merda! E você que vai ter que limpar! Alguém sabe como se limpa esse lameiro?  Acho que poucas pessoas.

Realmente, durante maternidade e paternidade, você vai se encontrar com o espelho de você mesmo, mas que não é você. Mas que vai ter que trilhar o mesmo caminho, penoso e sofrido da vida. Sinceramente, nunca pensei que fosse ser mãe, não estava nos meus planos e, muito menos me casar. Apesar de sempre ter sido uma pessoa romântica e fazer o que todo mundo faz: preencher um vazio deixado pela criação dos nossos pais e dos nossos traumas. Segundo minhas observações, não há escapatória. Todo mundo tem um gatilho de alguma coisa, se essa pessoa não tem, ela vai ter em algum momento. A não ser almas iluminadas e raras, que já vieram com manual de instrução e/ou por milagre, conseguiram desviar das balas dos traumas.

Para se ter uma noção, eu sempre fui muito utópica nas minhas ideias, algumas caíram por terra, outras depois de muito apanhar, e o que era pra ficar, ficou. Eu tinha aquela ideia de que não queria ferir ninguém, o que é impossível, sempre vamos magoar e ser magoados. Mas eu tinha esse sonho. Era só sonho mesmo. Tentei não magoar e acabei magoando. Tenho muitas observações sobre as coisas que eu me lembro, e que somente refletem o meu ponto de vista, pois da mesma maneira que eu me apaixonava, eu tenho o dom de apagar a maioria do relacionamento da minha memória, como se as pessoas não tivesse existido. Guardo pra mim as coisas que aprendi sobre mim durante a relação e as coisas novas que me ensinaram. E traumas específicos que deixei de repetir. Ou pelo menos eu acho.

Mas, porém, contudo e todavia, aconselhar um alguém que é parte de você e não é você, é complicado. Porque agora chegamos na época dos namoradinhes, crushs, sexualidade etc. E eu tô meio ferrada, porque eu não tenho ferramentas, porque eu não tive nenhum conselho sobre isso quando foi a minha vez, exceto: namorar só com 15 anos, focar nos estudos e não pode ir. Não existia diálogo com meus pais, mas existia sentimento, pois a única lógica numa situação dessas era namorar escondido, obviamente. Muita coisa eu fiz escondido, sem contar pra ninguém, porque pela lógica da minha criação ou você era santa ou puta. Assim que eu estou no improviso. Não tem manual.

Hoje estamos numa época de bastante informação, é um buffet, só colocar no google e pesquisar, que aparece um monte de coisas. Mas eu prefiro um modo de coletar informação diferente, falo com as pessoas ao meu redor sobre a experiência delas com os filhos adolescentes, pra ter uma ideia geral do que fazer e do que não fazer. Minha conclusão: ninguém sabe o que tá fazendo. Não há conselho, somente se preparar para o impacto! E esperar pelo melhor em 20 anos! HAHAHAHA.

Diante dessa minha triste conclusão. Escolhi esse caminho de tentar ser a mãe que eu não tive. Mesmo sabendo que posso estar me equivocando. Todo mundo precisa de desafios, precisa de integridade, eu preso muito por isso. Aprendi que isso molda uma pessoa, nada é tão fácil na vida, a gente precisa criar uma armadura pra aguentar as coisas que estão fora do nosso controle. Também aprendi que é melhor andar num mundo sem máscaras, ser você mesmo e tentar não perder tanto de si para se encaixar. Perdi muito tempo tentando fazer isso. Eu quero defender minha filha, mas tenho que disciplinar também, pois cada ato tem uma consequência. Até mesmo os meus. 

Eu não sei o que ela vai se tornar. E eu tenho que diminuir minhas expectativas. Ela é outra pessoa, vai ter a vida dela. E eu não posso meter meu ego nisso, essa coisa de que meu filho é meu legado e tem que ser meu orgulho, é bem egoísta de se pensar. Mas mesmo assim a gente espera que seja motivo de orgulho. E ficamos tristes, e sentimos vergonha quando erram. E eu fiquei muito desapontada essa semana. Mas teve conversa e teve castigo. Controlei minha raiva e vontade de sumir, pois esse é o primeiro sentimento explosivo que eu herdei, ainda mais quando você deu o conselho que entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

Todo mundo está fingindo ser alguma coisa, ninguém sabe o que está fazendo, somente existe a prova e o resultado. Todo mundo só está vivendo pra ver no que dá, sem pensar nas consequências. Eu sei que ninguém vai vir me salvar, mas eu daria a minha vida pra salvar muita gente. E esse é só meu problema mesmo. Quem sabe agora que consiga dormir.


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mais uma noite

 Bem-vindos a mais uma noite de insônia, involuntária, mas permanente. Cheguei do trabalho super cansada e dormi (olha que maravilha!), mas o honorável cônjuge desta que vos fala, inventou de colocar prateleiras no meio da noite! Pense no susto que me acordou! Agora, estou trabalhando no meu side job, em vez de acordar cedíssimo pra fazer as correções que eu tinha planejado. Agora vamos ver quando dormirei de novo, ou se o trabalha extra se encarregará do resto. 

30min depois....

Sim acho que vou conseguir dormir depois que terminei esse trabalho aqui.

sábado, 22 de agosto de 2026

Conversas imaginárias

 São 1:18 da manhã aqui em Phoenix, AZ. Não consigo dormir. Estava vendo um filme e dormi, depois acordei e agora não consigo regressar ao reino de Morpheus. Motivo da insônia: coisas que eu deveria escrever e não escrevi, num suposto livro que eu deveria publicar, só que nunca passou da minha imaginação e falta de organização, também baixa autoestima mesmo. Afinal, quem são as pessoas que leem? Alguém ainda compra? Nunca me esqueço dos vendedores de poesia a R$1,00 (real) no centro de São Luís, apesar de escrever, nunca tive a coragem que eles tinham. Tenho coragem agora, até que sim, mas tenho preguiça.

Na minha cabeça, sentar pra escrever um livro tem uma imagem muito bucólica. Uma janela com uma vista, uma xícara de café na mão e nenhuma preocupação com dinheiro (risos). Mas para a minha realidade, as noites com insônia parecem mais possíveis. As palavras voltaram a não me deixar dormir. Essa semana tive várias crises. Um dia consegui dormir somente às 5 da manhã, tive que faltar ao trabalho, porque não ia dar pra manejar meu dia. 

Dos diferentes temas que vem a mente para escrever são: as conversas que eu nunca tive na realidade, somente conversas que aparecem na minha mente com pessoas que não vejo a tempos, ou pessoas que convivem comigo atualmente. Por que meu cérebro faz isso? Não sei. Às vezes, parece que tu tô morrendo e só falando o que eu nunca falei. Será que é isso? Ou estou assombrando essas pessoas sem saber, mesmo estando viva?. Outra ideia de livro são as minhas histórias de amor, sobre as relações que eu tive e não deram certo, sobre o que elas me ensinaram e os traumas que eu sofri e pratiquei. Os primeiros episódios até soaram engraçados. Mas percebi que passei por muitas coisas pesadas, que eu não via por estar apaixonada, em busca do príncipe encantado que fosse me salvar. Se eu tivesse continuado com esse blog, vocês iriam me entender. Sim, meu eu de 40 anos julga minhas versões passadas. Não tem como, lua em virgem na casa 3 e ascendente gêmeos. Não tem como eu não me julgar. Tive uma conversa muito interessante com o chat do google, quando estava vendo os climas astrológicos e comparando com o meu mapa, o google me deu uma analise que eu fiquei pasma. Perdão aos astrólogos, não tenho dinheiro pra pagar leitura. Foi a única utilidade que eu achei pro chat de inteligência artificial. Agora me sinto culpada, contribuí pra destruição de mais um meio ambiente usando essa ferramenta imposta.

As ideias são boas, mas eu desvio do assunto demais. E o processo: escrever, revisar, reescrever. É brochante. Pelo menos pra mim. Também dentre as ideias, confissões de coisas criminosas até. A gente só vai vivendo e quando para para analisar o passado, a conclusão que veio: posso ser considerada criminosa! Olha o que amor me fez fazer. Realmente parceiros de crime! Melhor levar pro túmulo isso mesmo. Pequenos crimes, não se preocupem. Conclusão: se apaixonar é um perigo! Não façam isso! Mantenham-se na realidade, o que é muito difícil pras pessoas com vênus em peixes, como eu (risos). Eu tenho que passar pano pra mim, é meu blog. Futuramente também julgarei esse post. Pra minha sorte, a parte do amor incondicional terminava logo, quando as pessoas começavam a não atender os meus ideais, aí era hora de sair. Não é mesmo? Consegui sair. Conselho: não fiquem mais do que o necessário, saibam a hora de sair das relações. Em algumas, fiquei mais do que o necessário, em outras sai bem, em outras terminei mal. Com o tempo aprendi que o melhor é só sair mesmo. Reclamou e nada mudou, sai. Só sai, evita o drama. Agora que eu já passei por isso é mais fácil falar, mas quem sabe a sábia geração de agora escute esse conselho, por acaso, e resolve seguir? Já terei cumprido a minha função.

Esse texto acabou se tornando uma conversa imaginária. E quem sabe agora eu consiga dormir, e essas palavras, me deixem em paz.

PS: Perdi a chance de escrever outro poema que estava bem legal, mas não acordei rápido pra registrar e ele foi pra outro escritor. Quem sabe eu esbarre com ele em algum livro, mesmo não gostando de ler (risos).


quarta-feira, 29 de julho de 2026

Reflexões desconexas

  Posso sentir os momentos que passamos juntos vendo o por do sol da praia grande, horas de espera e reflexões e diálogos que ficaram cada vez mais no passado distante de memórias que se apagaram com o tempo. O que lembra de mim? Um sorriso, uma caricia, algo que eu disse e que não me lembro? Houve um momento que eu me senti muito só. Acho que sempre foi assim. Ninguém conseguia entender o que eu dizia, nem eu mesma sei bem o que eu dizia. Eu julgo meu eu do passado, mas ainda vivo nas mesmas agonias existenciais. Para aonde irei depois daqui? O que acontece no momento do adeus? Somente posso confiar nas histórias que escutei de outras pessoas, mensagens ocultas sussurradas do abismo. Mas, como uma credora cética, eu tenho que viver essa experiência por mim. E como todos os demais, não poderei descrever realmente o que eu verei.

Apenas posso dar testemunho das imensas transformações que vivi ao longo dos anos, apesar de me sentir a mesma de antes. A mesma com todas as minhas inseguranças de adolescente, os micos, a paixão extrema e a desilusão pelas coisas que não eram como eu pensava que deveriam de ser. Sempre existiu essa pressa de não ser esquecida, apesar de despertar todos os dias sabendo da minha insignificância. Que meus passos seriam borrados da história, assim como vejo que foram borrados mesmo. Eventos que eu participei, e ajudei a desenvolver sendo lembrados nos stories das redes sociais, mas meu rosto apagado e esquecido, como se eu não tivesse estado ali, mas eu estava.

Acho que quem ajuda nunca recebe as devidas gratificações, é como um gaslighting na minha mente. Será que fui de alguma significância? Agora somente encontro o silêncio. Silêncio que eu mesma busquei. Já que me cansei de tentar ser compreendida e encaixar em alguma parte dessa vida. Agora meus dias de agonia continuam, comigo mesma como espectadora. Esperando o meu fim, a minha experiência final, que talvez traga alguma resposta para tudo isso que eu passo agora, que muitos também passam. Convenhamos, ninguém é realmente significante. Pelo menos eu escrevo, na tentativa de escapar a essas adversidades do tempo e aproveitando a conectividade de tudo, para imaginar que estou compartilhando algo com seres vivos como eu. Quando, na verdade, imagino que somente uma IA vai aprender disso tudo e cruzar com essas minhas palavras torpes, depressivas e sem sentido algum.


Tudo o que eu escrevo até agora, faz parte de uma tentativa de silenciar as vozes que escuto, tal qual uma esquizofrênica. E me pergunto se fazem algum sentido, se são verdade. Algumas vezes, as palavras saem através de mim, com uma sonoridade bonita, que eu devo imprimir, nas minhas agendas, diários ou em um dos meus milhares de arquivos sem definição. Uma verdadeira ouvinte do universo. Uma rádio que transmite uma mensagem na esperança de que  ela chegue aonde deve chegar, que depois de concluir a transmissão é totalmente esquecida e evapora pelo ar. Tento me comunicar, mas quem sabe eu fale outra língua ou esteja em outra frequência, difícil de sintonizar.


E tudo isso cansa. Também não tenho paciência de editar. É um diário ao vivo. Eu senti, eu publiquei. Se a inspiração fugiu, com certeza foi parar nas mãos de outro mensageiro. Quantas vezes já me deparei com pensamentos que tive, há muito tempo atrás, em livros e séries, ou até mesmo inventos físicos mesmo?! Considero essas observações como prova, de que o universo, as mentes, tudo está conectado, assim como a Lei de Newton descreveu: Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.  


Agora, com idade que eu tenho, decidi que somente vou jogar todas minhas questões por aí. Sem medo do julgamento. Já me sinto com tempo, já não dependem tanto de mim e o modo de sobrevivência, está em um nível que eu posso controlar. Com o mundo acabando perante nossos olhos, mais uma vez de tantas, sinto que preciso continuar escrevendo para não enlouquecer. Já que, não tenho nenhum controle sobre o que acontece, quem sabe alguém conecte nessa rádio frequência e se sinta menos só e acompanhado, enquanto vemos as pessoas mais idiotas da face da terra acabando com tudo.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Maybe we will evolve

 I guess my time is just a mix of things that I can’t take control of. My thoughts don’t belong to me. My days are like I am drifting in the wind. I don’t know when my wings will stop keeping me afloat. Maybe another time I can do things better. In another time I may find peace and love for all human kind. But, right now, I can only feel the disappear of everything falling apart.


My thoughts might be very catastrophic. How could they not be? When everything I see on TV is set to bring a huge range of negative emotions? Simply by opening my phone, reading the news that come out, so few are good ones. Every one can see it. Feel it. Humanity just got crazier. So much of a better future was promised, a future that never happened or came to be. Religion and Politics promised a better life, just to show us now that they got more corrupt than never.


So many people are religious, but where is all the good they should be practicing? We are just seeing more and more scandalous happening on these spheres of power, from child rape to attacking a politician, that is proving that accomplish campaign promises is possible! We are attacking the only good things that are happening right now. The good thing is more and more people can see it. All the injustices are so in the open, that everyone can see the breaks on our society. The only ones that still defending this old system are the ones that benefit from it and, of course, people that admire those and don’t want to admit they have been wrong.


In a way, I have been waiting for this moment for people start to see what I have been seen my whole life. Change is possible, when we can look inside ourselves and chose a different path, realize that there is not a savior that is going to fix all our problems. We already received the teachings that could make possible paradise on earth, we just have refused to act on it. Power and control is very addictive. The only people that didn’t succumb to it, were killed. History is there to prove it.


Change is scary, we have more people now that are educated and know how to read. A lot of people committed with the good by the good. They are out there, fighting for everything not to crash and burn. Change is also painful, being confronted with all the real scary parts of humanity should be! Through the pain we can implement a better system, choosing just the parts that really work. 


In my hopeless, I still have hope. I will keep being myself and helping others, not because I have to, but because I want to. Even if the ones that I give my help are just taking advantage of me. I will keep building the goodness inside me. Even in the hard days. If we really took the time to know each other, have the real conversations we would see that we are mostly similar than different. If we wanna really live, we need to understand that we need each other to survive and think what are our real needs, so we don’t destroy the only home we possess: Earth.


We need to respect the people that have knowledge and humility within themselves. Someone that shares it and uses it to make life better to everyone. Also we need to seek to know ourselves, to understand our pains, our ego and develop empathy to others, to absorb it and make our social interactions healthier. It will be lots and lots of work, but if we keep focusing on it, I think we will get there in a millennia. At least every new generation will be better than the before it.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O fim dos tempos

 Hoje em dia está cada vez mais difícil escrever sobre as coisas e processá-las. A vida tem se mantido tão ocupada que sinto que a inspiração para desabafar nas minhas palavras que chegam a lugar nenhum e que tenho a consciência da minha própria insignificância.

Mas abrir minhas redes sociais e ver as notícias tem me deixado pronta. Pronta para o fim de tudo, fim da nossa existência como sociedade. Não sei se a gente se recupera de todo esse caos, sem que todos estejam a bordo das mudanças. Algumas pessoas apenas estão se despertando para a crueldade da humanidade somente agora. Mas para as pessoas empáticas isso tem sido desde sempre. Desde que eu era criança, conseguia sentir que o mundo não estava bem e que alguém tinha que fazer algo. Eu sofria bastante bullying por ajudar, por escutar e acreditar nas pessoas e por sonhar. Obviamente, isso me gerou bastante sofrimento. 

Com essas palavras também quero dizer que não fui uma santa, mas fiz o que pude para causar menos dano do que me causaram a mim. Pelo menos essa é a minha verdade, magoar alguém era o mesmo que magoar a mim mesma. Eu aprendi isso cedo, quando resolvi pagar na mesma moeda o que haviam feito comigo. Senti também que eu recebia o golpe. Então, aprendi que era melhor me retirar e deixar que o tempo se encarregasse de entregar a justiça. Eu conseguia carregar as feridas comigo. E o sofrimento é algo inevitável. É parte da nossa natureza humana. 

Mesmo com todas as coisa que passei, não consegui deixar de ser quem sou: alguém que quer o bem de todos, que acredita nas pessoas e espera que um dia todas as pessoas consigam se entender e escolher sempre o melhor caminho. A verdade dói, mas é melhor do que se viver na mentira.

Acho que já descobrimos tudo o que tem que se descobrir com a humanidade, que a busca pelo poder vai nos destruir. Que as pessoas que o possuem podem ser capazes de coisas inimagináveis. Que apesar dos livros de história nos narrarem toda a nossa jornada humana, das atrocidades que foram cometidas em tempos remotos, nunca deixaram de acontecer. E ver, com meus próprios olhos, um genocídio acontecendo em tempo real, e nenhuma nação fazendo nada para pará-lo! Foi o fim pra mim. Juntando o trato dos imigrantes, que construíram e constroem o país! em campos de concentração insalubres, o tráfico de crianças e nenhuma justiça para as vitimas que foram exploradas. Que pessoas, simplesmente por terem poder aquisitivo, se consideram melhor que as demais e acima da lei e que juízes não a seguem! Realmente, já estamos prontos pro meteoro...

As pessoas esperam sempre um messias, um paraíso! Mas não compreendem que a gente tem que criar esse lugar nós mesmos! Também não conseguem entender que se Jesus voltasse, ele seria torturado de novo! O exemplo já foi deixado. Temos que amar uns aos outros! Mas as pessoas não amam nem a si mesmas! Isso requer trabalho, é muito trabalho. O que Ele ensinou está ao alcance de todos. Mas não é fácil seguir o que ele ensinou. Existem outros pensadores, mas para acessá-los é necessário educação de qualidade para todos e isso a gente também não tem. E a culpa de tudo isso é parte de nós mesmos, e parte das pessoas que somente querem o poder e benefícios para si, que possuem uma ganância que não tem fim.

Mas acho que as pessoas estão começando a despertar e perceber, que sem a natureza e nossos recursos, não existe vida. Vida pra ninguém. Nem mesmo para esses burros, que consumem tudo. Agora só nos resta a vingança da natureza mesma, que pra quem não sabe, também é uma forma de vida bastante inteligente.










Deveria dormir mas...

Minha cabeça que não para de fazer planejamento de coisas que não tem fim. Quão grande deve ser o castigo? Nisso que eu tô pensando agora. C...