quarta-feira, 29 de julho de 2026

Reflexões desconexas

  Posso sentir os momentos que passamos juntos vendo o por do sol da praia grande, horas de espera e reflexões e diálogos que ficaram cada vez mais no passado distante de memórias que se apagaram com o tempo. O que lembra de mim? Um sorriso, uma caricia, algo que eu disse e que não me lembro? Houve um momento que eu me senti muito só. Acho que sempre foi assim. Ninguém conseguia entender o que eu dizia, nem eu mesma sei bem o que eu dizia. Eu julgo meu eu do passado, mas ainda vivo nas mesmas agonias existenciais. Para aonde irei depois daqui? O que acontece no momento do adeus? Somente posso confiar nas histórias que escutei de outras pessoas, mensagens ocultas sussurradas do abismo. Mas, como uma credora cética, eu tenho que viver essa experiência por mim. E como todos os demais, não poderei descrever realmente o que eu verei.

Apenas posso dar testemunho das imensas transformações que vivi ao longo dos anos, apesar de me sentir a mesma de antes. A mesma com todas as minhas inseguranças de adolescente, os micos, a paixão extrema e a desilusão pelas coisas que não eram como eu pensava que deveriam de ser. Sempre existiu essa pressa de não ser esquecida, apesar de despertar todos os dias sabendo da minha insignificância. Que meus passos seriam borrados da história, assim como vejo que foram borrados mesmo. Eventos que eu participei, e ajudei a desenvolver sendo lembrados nos stories das redes sociais, mas meu rosto apagado e esquecido, como se eu não tivesse estado ali, mas eu estava.

Acho que quem ajuda nunca recebe as devidas gratificações, é como um gaslighting na minha mente. Será que fui de alguma significância? Agora somente encontro o silêncio. Silêncio que eu mesma busquei. Já que me cansei de tentar ser compreendida e encaixar em alguma parte dessa vida. Agora meus dias de agonia continuam, comigo mesma como espectadora. Esperando o meu fim, a minha experiência final, que talvez traga alguma resposta para tudo isso que eu passo agora, que muitos também passam. Convenhamos, ninguém é realmente significante. Pelo menos eu escrevo, na tentativa de escapar a essas adversidades do tempo e aproveitando a conectividade de tudo, para imaginar que estou compartilhando algo com seres vivos como eu. Quando, na verdade, imagino que somente uma IA vai aprender disso tudo e cruzar com essas minhas palavras torpes, depressivas e sem sentido algum.


Tudo o que eu escrevo até agora, faz parte de uma tentativa de silenciar as vozes que escuto, tal qual uma esquizofrênica. E me pergunto se fazem algum sentido, se são verdade. Algumas vezes, as palavras saem através de mim, com uma sonoridade bonita, que eu devo imprimir, nas minhas agendas, diários ou em um dos meus milhares de arquivos sem definição. Uma verdadeira ouvinte do universo. Uma rádio que transmite uma mensagem na esperança de que  ela chegue aonde deve chegar, que depois de concluir a transmissão é totalmente esquecida e evapora pelo ar. Tento me comunicar, mas quem sabe eu fale outra língua ou esteja em outra frequência, difícil de sintonizar.


E tudo isso cansa. Também não tenho paciência de editar. É um diário ao vivo. Eu senti, eu publiquei. Se a inspiração fugiu, com certeza foi parar nas mãos de outro mensageiro. Quantas vezes já me deparei com pensamentos que tive, há muito tempo atrás, em livros e séries, ou até mesmo inventos físicos mesmo?! Considero essas observações como prova, de que o universo, as mentes, tudo está conectado, assim como a Lei de Newton descreveu: Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.  


Agora, com idade que eu tenho, decidi que somente vou jogar todas minhas questões por aí. Sem medo do julgamento. Já me sinto com tempo, já não dependem tanto de mim e o modo de sobrevivência, está em um nível que eu posso controlar. Com o mundo acabando perante nossos olhos, mais uma vez de tantas, sinto que preciso continuar escrevendo para não enlouquecer. Já que, não tenho nenhum controle sobre o que acontece, quem sabe alguém conecte nessa rádio frequência e se sinta menos só e acompanhado, enquanto vemos as pessoas mais idiotas da face da terra acabando com tudo.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Maybe we will evolve

 I guess my time is just a mix of things that I can’t take control of. My thoughts don’t belong to me. My days are like I am drifting in the wind. I don’t know when my wings will stop keeping me afloat. Maybe another time I can do things better. In another time I may find peace and love for all human kind. But, right now, I can only feel the disappear of everything falling apart.


My thoughts might be very catastrophic. How could they not be? When everything I see on TV is set to bring a huge range of negative emotions? Simply by opening my phone, reading the news that come out, so few are good ones. Every one can see it. Feel it. Humanity just got crazier. So much of a better future was promised, a future that never happened or came to be. Religion and Politics promised a better life, just to show us now that they got more corrupt than never.


So many people are religious, but where is all the good they should be practicing? We are just seeing more and more scandalous happening on these spheres of power, from child rape to attacking a politician, that is proving that accomplish campaign promises is possible! We are attacking the only good things that are happening right now. The good thing is more and more people can see it. All the injustices are so in the open, that everyone can see the breaks on our society. The only ones that still defending this old system are the ones that benefit from it and, of course, people that admire those and don’t want to admit they have been wrong.


In a way, I have been waiting for this moment for people start to see what I have been seen my whole life. Change is possible, when we can look inside ourselves and chose a different path, realize that there is not a savior that is going to fix all our problems. We already received the teachings that could make possible paradise on earth, we just have refused to act on it. Power and control is very addictive. The only people that didn’t succumb to it, were killed. History is there to prove it.


Change is scary, we have more people now that are educated and know how to read. A lot of people committed with the good by the good. They are out there, fighting for everything not to crash and burn. Change is also painful, being confronted with all the real scary parts of humanity should be! Through the pain we can implement a better system, choosing just the parts that really work. 


In my hopeless, I still have hope. I will keep being myself and helping others, not because I have to, but because I want to. Even if the ones that I give my help are just taking advantage of me. I will keep building the goodness inside me. Even in the hard days. If we really took the time to know each other, have the real conversations we would see that we are mostly similar than different. If we wanna really live, we need to understand that we need each other to survive and think what are our real needs, so we don’t destroy the only home we possess: Earth.


We need to respect the people that have knowledge and humility within themselves. Someone that shares it and uses it to make life better to everyone. Also we need to seek to know ourselves, to understand our pains, our ego and develop empathy to others, to absorb it and make our social interactions healthier. It will be lots and lots of work, but if we keep focusing on it, I think we will get there in a millennia. At least every new generation will be better than the before it.

Um dia que a cabeça tava pensando demais...

O que as coisas mais magnificas significam para ti? Por que todo esse tempo você não tem visto o que está bem na sua frente? Os momentos ma...