sábado, 22 de agosto de 2026

Conversas imaginárias

 São 1:18 da manhã aqui em Phoenix, AZ. Não consigo dormir. Estava vendo um filme e dormi, depois acordei e agora não consigo regressar ao reino de Morpheus. Motivo da insônia: coisas que eu deveria escrever e não escrevi, num suposto livro que eu deveria publicar, só que nunca passou da minha imaginação e falta de organização, também baixa autoestima mesmo. Afinal, quem são as pessoas que leem? Alguém ainda compra? Nunca me esqueço dos vendedores de poesia a R$1,00 (real) no centro de São Luís, apesar de escrever, nunca tive a coragem que eles tinham. Tenho coragem agora, até que sim, mas tenho preguiça.

Na minha cabeça, sentar pra escrever um livro tem uma imagem muito bucólica. Uma janela com uma vista, uma xícara de café na mão e nenhuma preocupação com dinheiro (risos). Mas para a minha realidade, as noites com insônia parecem mais possíveis. As palavras voltaram a não me deixar dormir. Essa semana tive várias crises. Um dia consegui dormir somente às 5 da manhã, tive que faltar ao trabalho, porque não ia dar pra manejar meu dia. 

Dos diferentes temas que vem a mente para escrever são: as conversas que eu nunca tive na realidade, somente conversas que aparecem na minha mente com pessoas que não vejo a tempos, ou pessoas que convivem comigo atualmente. Por que meu cérebro faz isso? Não sei. Às vezes, parece que tu tô morrendo e só falando o que eu nunca falei. Será que é isso? Ou estou assombrando essas pessoas sem saber, mesmo estando viva?. Outra ideia de livro são as minhas histórias de amor, sobre as relações que eu tive e não deram certo, sobre o que elas me ensinaram e os traumas que eu sofri e pratiquei. Os primeiros episódios até soaram engraçados. Mas percebi que passei por muitas coisas pesadas, que eu não via por estar apaixonada, em busca do príncipe encantado que fosse me salvar. Se eu tivesse continuado com esse blog, vocês iriam me entender. Sim, meu eu de 40 anos julga minhas versões passadas. Não tem como, lua em virgem na casa 3 e ascendente gêmeos. Não tem como eu não me julgar. Tive uma conversa muito interessante com o chat do google, quando estava vendo os climas astrológicos e comparando com o meu mapa, o google me deu uma analise que eu fiquei pasma. Perdão aos astrólogos, não tenho dinheiro pra pagar leitura. Foi a única utilidade que eu achei pro chat de inteligência artificial. Agora me sinto culpada, contribuí pra destruição de mais um meio ambiente usando essa ferramenta imposta.

As ideias são boas, mas eu desvio do assunto demais. E o processo: escrever, revisar, reescrever. É brochante. Pelo menos pra mim. Também dentre as ideias, confissões de coisas criminosas até. A gente só vai vivendo e quando para para analisar o passado, a conclusão que veio: posso ser considerada criminosa! Olha o que amor me fez fazer. Realmente parceiros de crime! Melhor levar pro túmulo isso mesmo. Pequenos crimes, não se preocupem. Conclusão: se apaixonar é um perigo! Não façam isso! Mantenham-se na realidade, o que é muito difícil pras pessoas com vênus em peixes, como eu (risos). Eu tenho que passar pano pra mim, é meu blog. Futuramente também julgarei esse post. Pra minha sorte, a parte do amor incondicional terminava logo, quando as pessoas começavam a não atender os meus ideais, aí era hora de sair. Não é mesmo? Consegui sair. Conselho: não fiquem mais do que o necessário, saibam a hora de sair das relações. Em algumas, fiquei mais do que o necessário, em outras sai bem, em outras terminei mal. Com o tempo aprendi que o melhor é só sair mesmo. Reclamou e nada mudou, sai. Só sai, evita o drama. Agora que eu já passei por isso é mais fácil falar, mas quem sabe a sábia geração de agora escute esse conselho, por acaso, e resolve seguir? Já terei cumprido a minha função.

Esse texto acabou se tornando uma conversa imaginária. E quem sabe agora eu consiga dormir, e essas palavras, me deixem em paz.

PS: Perdi a chance de escrever outro poema que estava bem legal, mas não acordei rápido pra registrar e ele foi pra outro escritor. Quem sabe eu esbarre com ele em algum livro, mesmo não gostando de ler (risos).


Conversas imaginárias

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